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Foto: Acervo pessoal
Foto: Acervo pessoal
Foto: Acervo pessoal

Luís Araujo Pereira em Florações Professor e escritor | Publicado em 23 de julho de 2023

Luís Araujo Pereira
Professor e escritor
23/07/2023 em Florações

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Cinco poemas inéditos de Kamilly Barros

[Curadoria de Luís Araujo Pereira]

dispositivos & disposições dos senses do sul

OU

 de onde vem o corpo novo


[1]

retrogosto

do lado de cá papila suspeita:


onde é wild o ripe abocanha,

autóctone


nas florestas e periféricos

é sumo o afrobeat

é mulher a seiva dos guts;

nos lugares quentes

línguas frescas provam fósseis

o carbono up to date dos palimpsestos


nas partes baixas o texto-carne

range sob bites

• • •


[2]

algures, alhures

sob monções a audição

trepida entre súbitos

átimos

intermitentes;

o hemisfério emite atonal seus polifônicos


o tino pulsa em coro,

reverbera:

nos estrondos os silenciamentos, as afasias;

nos murmúrios os traumas mais díssones


claves destemperadas abrem labirintos

e ao som do sal ossos zunem

• • •


[3]

melanina

na derme trópica a tática:

folículos cinegéticos rastreiam

o relevo do gráfico

a espessura das pronúncias

a mornidão da ergonomia

da trama sulcovoz


nos rincões nossas texturas

vascularizam linhagens;

nos litorais

– à flor da pele –

latejamos diásporas


nos climas tenros

germina na nervura

denso verbo-raiz

[sonham em nuvens os dedilhados nômades]

• • •


[4]

globo de oraculares agenciamentos,

tecnótica de calculada intuição

down under é obsceno:

con una candela desnudamos

o útero das genealogias

as vergonhas das regras


em pelo os artifícios transfulguram,

a íris colorida em modo search


(de esgueio a mirada da microfísica;

enviesado o bem-visto do desmedido)


de ponta-cabeça,

é glimpse o contingente em jogos de escala

• • •


[5]

catuaba com pequi

ruas tórridas fermentam

castas carbonárias

– são olorosas as glândulas subversivas,

fragrante o insuflado do faro


miscigenadas pólis exalam aire de trânsito:

faunas caçando flow entre

eflúvios do mato, tribos voláteis, insurrectos varietais


nesses habitats amor é cheiro


(exuberância é tiro no retronasal)

Perfil

Kamilly Barros nasceu em Brasília em 1978 e vive em Goiânia desde 1992. Cursou licenciatura e bacharelado em História na Universidade Federal de Goiás (UFG). Na mesma instituição, concluiu mestrado com estudo sobre Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, e, em seguida, doutorado com pesquisa sobre o Teatro completo  (1967-1979), de Hilda Hilst.  De 1995 a 1996, estudou na Nova Zelândia. Atua no magistério como professora de história e inglês. Publicou em 2021 o livro emissões, de poesia, pela editora paulista Absurtos. Publicou poemas nas seguintes coletâneas: Poesia libertadora (organizada por Rose Almeida, Absurtos, 2019); Ruínas (Patuá, 2020); A pausa é quando não dói e Peripatê (edições artesanais com base em oficinas de Tatiana Nascimento e Cássia Fernandes, na feira e-cêntrica, de 2020, promovida pela Nega Lilu Editora); tec tec tec tec tic tic (Nega Lilu, 2022, Selo Naduk); Sala de espelhos: Poetas e poemas (organizada por Chris  Resplande, 2022). Tem ainda poemas publicados na Revista Brasileira de Estudos da Homocultura (Rebeh), periódico vinculado à Universidade Federal do Mato Grosso, e no jornal Justina, do coletivo Goiânia Clandestina. Começou a dedicar-se à prosa em 2022, com um conto-crônica sobre o escritor Miguel Jorge publicado no site da União Brasileira de Escritores, da qual é associada. Integra ainda a antologia de contos Ka Lima (Nega Lilu, 1922).

Tag's: Kamilly Barros, literatura, literatura goiana, poesia, poesia goiana

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