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Foto: Dino Ignani/Getty Images
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Luís Araujo Pereira em Florações Professor e escritor | Publicado em 25 de maio de 2025

Luís Araujo Pereira
Professor e escritor
25/05/2025 em Florações

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Cinco poemas de Laura Pugno

[Curadoria de Luís Araujo Pereira; tradução de Patricia Peterle]

[1]

tutto è stato una e una volta

prima degli alberi bianchi,


tu non sei nell’ombra,

sei un sasso liscio

la neve illuminata

da una luce interna,


sotto i tuoi piedi la terra splende



tudo foi uma e uma só vez

antes das árvores brancas,


você não está na sombra,

é uma pedra lisa

a neve iluminada

por uma luz interior,


debaixo dos teus pés brilha a terra

***


[2]

non è preceduta dalla luce

non è altra ora questa,

rischiara,

e potresti, anche tu, prendere sonno


ti alzi e vai in cucina

scaldi un bicchiere di latte,

qualcosa non vuole finire



não é antecipada pela luz

não é outra hora esta,

clareia,

e, você também, pode adormecer


se levanta e vai à cozinha

esquenta um copo de leite,

algo teima em não acabar

***


[3]

la porta senza nient’altro, nella sabbia

la casa è andata a fuoco

questo com’è rimasto, non lo sai dire


e nient’altro


ora nevica

sulla terra visibile e sul mare



a porta sem mais nada, na areia

a casa pegou fogo

como isso ficou, você não sabe dizer


e mais nada


agora neva

sobre a terra visível e no mar

***


[4]

luce di casa,

calore di corpi e cucina


da quanto tempo. Si avvicina,


si avvicina l’inverno e nessuno

più versa vino a terra per i mort



luz de casa

calor de corpos e cozinha


há quanto tempo. Se aproxima,


se aproxima o inverno e ninguém

mais põe vinho no chão para os mortos

***


[5]

non ci sono

vie nell’erba alta,


tu non hai avuto

paura mai, dell’aperto


ci sono pozze


di ghiaccio e gatti

inselvatichiti, il confine


si sposta più avanti ogni giorno



não há sendas

no mato alto,


você não teve

medo nunca, do aberto


há poças


de gelo e gatos

ora selvagens, a fronteira


se move mais pra frente a cada dia

Laura Pugno (1970) nasceu e mora em Roma. Seus livros receberam prêmios na Itália e estão traduzidos para várias línguas. É uma das editoras da coleção I domani da editora Aragno. Organizou e idealizou o festival de poesia I quattro elementi (Madri 2018-2019) e o podcast Oltrelontano. Poesia come paesaggio. Escreve também para cinema e teatro. Faz parte do comitê do Prêmio Strega Poesia. Foi diretora do Istituto Italiano di Cultura de Madri. É tradutora do inglês, francês e espanhol. Tennis (com textos de Giulio Mozzi, 2001), Il colore oro (2007), DNAct (2008), La mente paesaggio (2010), Bianco (2016), L’alea (2019), Noi (2020) e I nomi (2023) são livros de poesia. Sirene (2007), Quando verrai (2008), Antartide (2011), La caccia (2012), La ragazza selvaggia (2016), La metà di bosco (2018), Noi senza mondo (2024) são seus romances.  É possível acompanhar suas inúmeras atividades em www.laurapugno.it. (PP)

Patricia Peterle é crítica, tradutora, poeta e professora da UFSC. É pesquisadora do CNPq. Traduziu do italiano Pascoli, Caproni, Testa, De Signoribus, Maria Grazia Calandrone, Zanzotto, Agamben, Esposito, Rella. Escreveu e organizou diversos ensaios: no limite da palavra (2015), Vozes: cinco décadas de poesia italiana (2018), A palavra esgarçada (2018). Seus livros mais recentes são À escuta da poesia (2023), Perdi o peão, mas aceito jogar (2024) e Quando a língua bate (2024). (PP)

Recentemente, traduziu de Laura Pugno Branco, em edição bilíngue, publicado em 2024 pela editora Urutau, de São Paulo, do qual foram selecionados os poemas que compõem esta coluna.

Tag's: Laura Pugno, poesia, poesia italiana

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