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Ilustração: Mär Cozta, 2025
Ilustração: Mär Cozta, 2025
Ilustração: Mär Cozta, 2025

Arthur Zardetti Alves Nogueira em Projeto Ensaios Licenciado em Filosofia pela UFMS. E-mail: arthur.zardetti@gmail.com | Publicado em 29 de novembro de 2025

Arthur Zardetti Alves Nogueira
Licenciado em Filosofia pela UFMS. E-mail: arthur.zardetti@gmail.com
29/11/2025 em Projeto Ensaios

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Qual a relação entre a lógica causal e o comportamento individual?

[Coautor: Pedro H. C. Silva[1]]

Pretendo responder à questão levantada no título por meio da argumentação lógica da filosofia analítica sobre o comportamento individual. O problema em questão é: o comportamento pessoal é causado por uma motivação interna particularmente subjetiva ou um evento externo estritamente objetivo? A causalidade nas teorias comportamentais da filosofia analítica (Kripke, 1980) tem o papel de interligar algo como causa de um comportamento. Podemos analisar isso de maneira lógica do seguinte modo:

Premissa 1: chove.

Premissa 2: faz frio.

Conclusão: SE chove, ENTÃO faz frio.

Entretanto, tal lógica não é infalível, pois pode acontecer algum caso em que chova e não esfrie, portanto, aceitar como verdadeira a conclusão das premissas 1 e 2 é universalizar a questão a partir de uma situação singular.

Além disso, quando chove, a mudança climática no ambiente causa o comportamento de utilizar o guarda-chuva para a proteção corporal. Mesmo assim o argumento é igual ao anteriormente exposto:

Premissa 3 (P3): chove.

Premissa 4 (P4): utilizo o guarda-chuva.

Conclusão: SE chove, ENTÃO utilizo o guarda-chuva.

Dessa maneira, a conclusão causal a partir da premissa 3 e da premissa 4 é contestada.

Mas consideremos que existe uma causalidade no mundo ou que, no espaço-tempo, existem coisas que culminam em outras. Assim, podemos analisar que, quando chove, as pessoas mudam seu comportamento, utilizando uma proteção contra a chuva. Nesse caso, o comportamento de usar um guarda-chuva tem origem no ser individual independente da chuva? Ou seja, o comportamento pessoal é causado por algo particularmente subjetivo, interno ao indivíduo, ou estritamente objetivo, de ordem externa ao indivíduo?

Eis aí a pedra de toque que nos diz que indivíduo e ambiente se relacionam, pois não podemos descartar o bom senso de que é a chuva que nos induz ao comportamento de nos protegermos. Aliado a isto, não é comum alguém usar o guarda-chuva em circunstâncias em que P3 (ocorrência de chuva) não esteja presente. Isto significa dizer que, sem o ambiente P3, a ocorrência de P4 (uso do guarda-chuva) tem baixas chances de ocorrer.

Podemos aplicar isto na seguinte afirmação: ao assumir que o comportamento tem uma origem (causa) no próprio indivíduo, comprometemos a potencialidade do sujeito, responsabilizando-o por seus possíveis fracassos. Considerando que o comportamento da aprendizagem é fruto de uma origem no próprio indivíduo, é como se analisássemos P4 independente de P3, isto é, tenho um comportamento independente de um evento. Como já vimos, nesse caso, a ocorrência de P4 não é impossível sem P3, apenas apresenta menos chances de ocorrer, pois, normalmente, para que um comportamento específico se realize é preciso que haja um determinado evento.

Referências

KRIPKE, Saul A. O nomear e a necessidade. Tradução: Ricardo Santo e Teresa Filipe. Portugal: Gradiva, 1980.

[Revisão de Caroline Guedes e Maria Clara de Freitas Barcelos. Revisão final e edição de Rosângela Chaves]


[1] Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Professor da Rede Estadual de Ensino em Mato Grosso do Sul. E-mail: pedrohcristaldosilva@gmail.com

O artigo é o 17° da oitava edição do Projeto Ensaios, um projeto de divulgação filosófica coordenado pelo professor Weiny César Freitas Pinto, do curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em parceria com o site Ermira Cultura, que visa colocar em diálogo a produção acadêmica com a opinião pública por meio da publicação de ensaios. Até o dia 13 de dezembro, sempre aos sábados, serão publicados em Ermira textos de estudantes, pesquisadores e professores de diversos lugares do país, envolvendo diversas áreas do conhecimento, em diálogo com a filosofia. Confira os outros artigos publicados:

  1. Religiões evangélicas, controle social e educação no cárcere , de Karolayne Hanario Rodrigues e Pedro H. C. Silva.
  2. Meandros da antropologia brasileira, de Glícia Aparecida Gomes Souza e Priscila Lini.
  3. Sobre Paul Ricoeur e música , de Caio Cezar Braga Bressan e Wiliam Teixeira.
  4. “O Planeta dos Macacos”: uma reflexão foucaultiana sobre poder e sociedade , de Gabriel Filipe Rosa Alves e Jeferson Camargo Taborda.
  5. A extinção da verdade: inteligência artificial e a morte do real , de Kauê Barbosa de Oliveira Lopes e Weiny César Freitas Pinto.
  6. Notas sobre a psicanálise: quais são o potencial e os possíveis impactos de uma análise no sujeito?, de Khadija de Oliveira Moreira e Caroline S. dos Santos Guedes.
  7. Sísifo escolheu a pedra, de Orivaldo Gonçalves de Mendonça Junior e Antônio Carlos do Nascimento Osório.
  8. O medo da história, de Igor Vitorino da Silva e Ricardo Oliveira da Silva.
  9. Dialética como tensão irresolúvel: reafirmando Heráclito, de Rafael Vieira Régis Damasceno e Rafael Lopes Batista.
  10. Um disfarce para a violência?, de Maria Clara de Freitas Barcelos e Flávio Amorim da Rocha.
  11. Irmãos e rivais: o “duplo” do herói, segundo Otto Rank , de Ana Tércia Rosa Alves e Natasha Garcia Coelho.
  12. Religião e violência: por que a convicção insiste em ser intolerante?, de Pedro H. C. Silva e Weiny César Freitas Pinto.
  13. Você escreve decolonial ou de(s)colonial? Tem diferença?, de Felipe Gabriel de Angelo Batista e Jeferson Camargo Taborda.
  14. À sombra, a sombra e a sobra de Lombroso, de Viviane Burger Balarotti e Weiny César Freitas Pinto.
  15. A questão das “outras mentes” e a ética animal, de Francisco de Paula Santana de Jesus e Jonathan Postaue Marques.
  16. Os desafios da clínica com a geração Z e a busca por soluções rápidas, de Ivanilce Rosa Bezerra e Caroline S. dos Santos Guedes.

Tag's: comportamento, filosofia analítica, lógica

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