• Sobre Ermira
  • Colunas
    • Aboios
    • Arlequim
    • Arranca-toco
    • Chapadão
    • Chispas
    • Dedo de prosa
    • Errâncias
    • Especial
    • Espirais
    • Florações
    • Margem
    • Maria faz angu
    • Matutações
    • Miradas
    • Mulherzinhas
    • Projeto Ensaios
    • NoNaDa
    • Pomar
    • Rupestre
    • Tabelinha
    • Terra do sol
    • Veredas
  • Contribua
  • Colunistas
  • Contato
  • Instagram
  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter

ERMIRA

  • Instagram
  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter
  • Sobre Ermira
  • Colunas
    • Aboios
    • Arlequim
    • Arranca-toco
    • Chapadão
    • Chispas
    • Dedo de prosa
    • Errâncias
    • Especial
    • Espirais
    • Florações
    • Margem
    • Maria faz angu
    • Matutações
    • Miradas
    • Mulherzinhas
    • Projeto Ensaios
    • NoNaDa
    • Pomar
    • Rupestre
    • Tabelinha
    • Terra do sol
    • Veredas
  • Contribua
  • Colunistas
  • Contato
Foto: Rogério Borges
Foto: Rogério Borges
Foto: Rogério Borges

Rogério Borges em Errâncias Jornalista e professor | Publicado em 19 de agosto de 2016

Rogério Borges
Jornalista e professor
19/08/2016 em Errâncias

  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Google +
  • Compartilhar no WhatsApp
← Voltar

Uma Olimpíada à carioca

Do Rio de Janeiro –  O Brasil como um todo (e o Rio de Janeiro em particular) se vê em um momento difícil, às voltas com crises para todos os gostos. Mas quem chega à capital olímpica até se esquece um pouco deste contexto triste em que acabaram sendo realizados os jogos, que atraem a atenção de todo o mundo. E o mundo todo veio para cá.

Além de arenas, estádios e pistas de competição, os amplos espaços para reunião e convivência de pessoas de todo o planeta caíram no gosto de turistas e moradores locais. No Boulevard Olímpico, construído na até pouco tempo degradada zona portuária; nos arredores do Museu do Amanhã, às margens da Baía de Guanabara; no Parque Olímpico da Barra da Tijuca; nas areias de Copacabana; nas ruas estreitas do Centro; no Parque de Madureira; seja onde for, basta que ações ligadas às Olimpíadas se realizem, o público eclético se faz presente.

Foto: Rogério Borges

Museu do Amanhã, com sua arquitetura arrojada, atrai turistas que vieram para as Olimpíadas. Foto: Rogério Borges

Não importa que o camarada ao lado vista a camisa da seleção argentina ou que as duas moças loiras conversem em uma língua incompreensível, o que conta é que saíram de seus países para se encontrarem aqui. A pira olímpica que arde em frente à Igreja da Candelária é um marco obrigatório para todos esses visitantes.

Foto: Rogério Borges

Revitalizada, a zona portuária do Rio de Janeiro se tornou espaço de convivência na cidade. Foto: Rogério Borges

Eles, porém, lotam a cidade como um todo. Na famosa região de comércio popular conhecida como Sahara, um vendedor comenta com outro: “Isso aqui está cheio pra caramba hoje.” A Prefeitura do Rio decretou um feriadão prolongado nos últimos dias dos jogos, aliviando o transporte público e lotando as ruas de gente. A Av. Rio Branco, interditada para o tráfego de veículos, virou um calçadão. A Presidente Vargas é cenário de disputas por palmos de asfalto.

Dois palcos foram montados na zona portuária –  um no antigo Paço Imperial e outro na Praça Mauá –, onde, todos os dias, nomes de peso da música brasileira fazem shows. No ancoradouro ao lado podem ser contemplados o imenso transatlântico que hospeda parte da delegação de atletas dos EUA e um dos iates mais suntuosos e caros do mundo, pertencente a um figurão do Oriente Médio que veio ao Rio ver de perto seus cavalos de raça competirem. Não muito longe, uma autêntica caravela portuguesa atrai pessoas dispostas a ficar até quatro horas na fila para conhecê-la por dentro.

Foto: Rogério Borges

Palco na zona portuária oferece shows todos os dias. Foto: Rogério Borges

A batucada que ecoa no meio da multidão e a roda de capoeira que cria uma clareira entre o público lembram: a Olimpíada é no Brasil. Expressões que podem até reforçar certos estereótipos do País lá fora, mas que também denotam riquezas culturais singulares, um gingado todo nosso que deve ser valorizado.

Nem o reforço visível da segurança –  há até homens com granadas a tiracolo em estações do metrô –  subtrai a informalidade do brasileiro, sobretudo do carioca. Ela está no atendimento nos bares lotados, nas instruções dadas pelos voluntários, na criatividade dos ambulantes.

Dessa forma, o Rio de Janeiro faz sua Olimpíada, com sua cara, seu ritmo, seu jeito sedutor. E mostra que tem motivos de sobra para ser chamado de Cidade Maravilhosa.

Tag's: Jogos Olímpicos, Olimpíadas, Rio de Janeiro, turismo, zona portuária

  • Rato na gaiola

    por Luís Araujo Pereira em Espirais

  • Do outro lado do rio

    por Rosângela Chaves em Dedo de prosa

  • A sensibilidade autobiográfica de Jheferson Rosa

    por Paulo Manoel Ramos Pereira em Veredas

  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Google +
  • Compartilhar no WhatsApp

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário (cancelar resposta)

O seu endereço de e-mail não será publicado. Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

ERMIRA
  • Instagram
  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter