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Luís Araujo Pereira em Florações Professor e escritor | Publicado em 13 de dezembro de 2020

Luís Araujo Pereira
Professor e escritor
13/12/2020 em Florações

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Cinco poemas de Heloisa Helena de Campos Borges

[Curadoria de Luís Araujo Pereira]

[1]

A poesia  e  eu

Como é elástica a poesia.

Nela, alguns choram

outros clamam

há quem louve

ou denuncie.


Já eu,

eu uso a poesia

para conversar.


Converso muito

com os de perto

com os de longe.


Converso com tantos queiram

saber do ouro, da prata,

dos sonhos, das bravatas,

dos santos, da escória

até do doce e da melancia.


Converso muito.


Dou receitas,

esboço avisos

mas

principalmente


converso com tantos queiram

saber das toadas acumuladas,

nunca, nunca amanhecidas.

Quinquilharias (1997)

***


[2]

Paz

Só a sua?

É pouco


Só a dele?

É pouco


Só a minha?

Muito pouco


O Mundo é redondo

e por ser assim

sem quinas

sem esquinas


a PAZ não pode se deter

sobre telhados escolhidos


ou se distrair em becos

sombreados sem saída.


Tempos atrás

Poetas da Liberdade

causaram desassossego

clamando por justiça

decretando libertação.


Hoje

Poetas da Esperança

proclamam a PAZ

bem irrestrito 

necessário e justo


pois que ela dá

a todo vivente

a condição certeira de

sem medo


compor


o trançado plural

da VIDA!

Coletânea (2018)

***


[3]

Da mulher lendeira

Hoje, não ouvi um tango argentino.

Preferi gerenciar cavalos cantantes.

É a minha vez de mulher lendeira.


Nas lendas que teço

deixo espaço para o destino

para uma inquietação

por vezes açucarada

que rói, rói, rói

até renascer palavra


fluida…

noturna…

azulada…


Entre verdades e mentiras,

vou. E vou a imaginar

confiantes histórias.


Como as dos santos,

as dos profetas

ou daquelas outras

que atravessam o agora

por séculos e séculos

afora.

Poemas sortidos (2010)

***


[4]

Entendimento

Não sou doutora de nada,

mas entendo de sentimento.


Sem grande valia,

de muita prestança.


Do vento,

conheço bem riso e pranto.


Do rio,

sei quando namora.


Da noite,

nunca perco o azul.


Repouso olhar cansado,

entrevisto silêncio rouco,

lavo traços de saudade


e muita coisa

e muito mais


sem acaso

e por querer


pois tudo que entendo e sei

não sei

é conversa afiada do sentimento.

Muitas luas (2003)

***


[5]

Prece de Natal para antes que o ano termine

Ah! Meu Menino!


Tu que És medida

de Justiça e de Bondade

Tu que És infalível

no Teu entendimento

antes que o ano termine

conversa comigo…


Conversa comigo

sobre linhas curvas e linhas retas

sobre o que pode ser fim ou começo

sobre fome do corpo e fome do espírito


sobre matas

desertos

sobre o que pode

vir a ser ou

simplesmente

sobre o que Tu achares

que eu deva saber.


Ah! Meu Menino!


Tu que És maior que tudo

alarga o meu sentir

preserva o meu discernimento

não me deixes afastar

do que Tu me dirias:

Sim.


Mas se por atribulação

algum desapontamento

um instante de melancolia

ficar difícil atender

esses pedidos meus


Ah! Meu Menino!


vela, vela por todos

moradores deste meu

imenso e desigual

Brasil!

Inédito (2019)

Heloisa Helena de Campos Borges nasceu em Goiânia (GO), em 20 de junho de 1948. É graduada em Letras Modernas Francês/Português e mestre em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, onde ocupa a cadeira nº 30, presidiu a entidade por três mandatos consecutivos. Pertence também à União Brasileira de Escritores (UBE-GO). Foi integrante do Conselho Municipal de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura e é membro do Conselho Editorial da PUC-GO. Foi cronista do jornal Diário da Manhã durante quatro anos. Entre poesia, crônicas e ensaios, publicou os seguintes livros: Quinquilharias (1994, poemas), Muitas luas (2003, poemas), Conversa.com verso (2007, poemas dialogados com Renato Castelo), Poemas sortidos (2008, poemas), A fome do mundo & outras crônicas (2018, crônicas) e Mais que simples palavras – v. I e II (2005, ensaios). Recebeu, em 2006, o Prêmio Colemar Natal e Silva, da Academia Goiana de Letras, por Mais que simples palavras – v. I. Recebeu também, da Academia Goiana de Letras, em 2018, o Troféu Goyazes  Marieta Telles Machado, na categoria crônicas.

Tag's: Heloisa Helena de Campos Borges, literatura, poesia, poesia goiana

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